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Agê Bottene

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8.10.1972

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Sábado, Novembro 21, 2009



> Ricardo Tadeu, Autoesporte, 02.09.09

A General Motors do Brasil inaugurou em 2.9.09 seu novo Centro Tecnológico, na fábrica de São Caetano do Sul /SP. Segundo a montadora, foram investidos cerca de US$ 100 milhões nos prédios que somam mais de 28.000 metros quadrados de área construída. Trata-se de uma fração do investimento de R$ 2 bilhões destinados pela montadora ao Brasil, vindo do próprio caixa da matriz nos Estados Unidos e do financiamento de bancos brasileiros.
Atualmente, o CT de São Caetano do Sul tem mais de 2 mil funcionários, espalhados pelos setores de desenvolvimento de veículos para o mundo todo. Há centros avançados de engenharia, design e manufatura. É possível desenhar um carro, visualizá-lo de modo tridimensional em uma sala especial e até mesmo simular um crash-test por meio de softwares. Máquinas espalhadas pelo departamento de design modelam carros em argila em escala real.
A montadora anunciou também que R$ 1,4 bilhões serão destinados à fábrica de Gravataí /RS, onde dois novos carros serão produzidos, em projeto intitulado até então como Ônix. Jaime Ardila, presidente da GM no Brasil e Mercosul, explica: “Desde que a GM do Brasil tornou-se um dos centros globais de desenvolvimento de produto, em 2006, recebemos a missão de ampliar nossa capacidade existente no CT, no sentido de melhorar a base de conhecimentos a respeito da engenharia necessária para criar, desenvolver e validar veículos mundiais”.
Segundo Carlos Barba, diretor geral de Design da GM América do Sul, os investimentos vieram devido ao novo patamar vivido pela montadora no país. “No passado, o Centro de Design brasileiro apenas fazia face-lift de modelos produzidos na Europa e Estados Unidos. Mas nos últimos anos, a GM do Brasil destacou-se tanto que se tornou um dos centros globais de desenvolvimento de produtos no mundo que trabalham de forma totalmente integrada”.
Jaime reafirmou também que toda a linha da General Motors deve ser renovada até 2012 e frisou que esta é a primeira vez na história da indústria automobilística brasileira que uma montadora terá capacidade de fazer um carro completo, partindo do zero. O presidente também fez especulações de que o mercado nacional deve estar entre os cinco maiores do mundo entre dois ou três anos, produzindo cerca de 4 milhões de carros entre 2014 e 2015 e 5 milhões até 2020.
A reportagem de Autoesporte teve acesso à parte do centro de design da montadora, onde foi desenhado o Agile, hatch da família do projeto Viva. Após a visita, duas unidades do carro foram exibidas rapidamente para a imprensa. Durante a apresentação, a montadora mostrou também como foi feita a construção de um dos novos prédios do CT, feito com materiais ecologicamente corretos. Isso demonstra a nova fase vivida pela montadora, de construir carros pequenos e práticos e respeitar o meio ambiente.

Publicado por Agê em 14:02 > Comentaí:
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Uma recente pesquisa sobre os hábitos dos internautas brasileiros, realizada pela empresa Hitwise, apontou que apenas 4% das pessoas que acessam a internet no país procuram sites que tenham conteúdo "adulto", enquanto que nos Estados Unidos, chegam a 7% os internautas que acessam páginas com conteúdo pornográfico.
O estudo, apresentado pelo diretor da Hitwise e especialista em comportamento online Bill Tancer, foi realizado a partir de dados sobre a internet no Brasil, coletados durante 12 semanas. Segundo Tancer, o fato de os brasileiros acessarem menos páginas com conteúdo adulto do que os norteamericanos deve-se, em parte, ao grande interesse que os internautas do Brasil têm por redes sociais virtuais, como Twitter, Orkut e Facebook. Estes sites de relacionamento representam 62% do tráfego da internet no Brasil, de acordo com o levantamento.
Tancer ainda afirma que, desde 2007, verifica-se uma queda no acesso a sites de conteúdo pornográfico nos países onde a empresa atua. A companhia lançou suas operações no Brasil no início de setembro de 2009.
Levantamentos anteriores apontam que o acesso a conteúdo adulto nos Estados Unidos já chegou a englobar 16% dos internautas, mas diminuiu ao mesmo tempo em que as redes sociais começaram a crescer. O acesso a conteúdos adultos nos dois países, de acordo com a empresa, também apresentam um pequeno crescimento nos meses de inverno.
A pesquisa aponta ainda outros dados sobre o comportamento dos internautas brasileiros, como o temor dos brasileiros com a dispersão da gripe suína, que se refletiu nas pesquisas em sites de buscas na internet durante o período de pesquisa. Segundo Bill Tancer, entre 27 de junho e 22 de agosto, as buscas por informações sobre a gripe cresceram 314%. As buscas por dietas para perda de peso também aumentaram 76% no período de 20 de junho a 22 de agosto.
A pesquisa também apresentou um ranking dos sites mais acessados pelos usuários brasileiros: de acordo com o levantamento, o Google Brasil é o site mais acessado pelos internautas do país e, nas três posições seguintes, aparecem outros sites que pertencem ao Google: Orkut, Google e YouTube.

Publicado por Agê em 13:54 > Comentaí:
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Quinta-feira, Novembro 19, 2009



Foi aprovado em 2/9/2009, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), uma resolução que restringe as emissões de poluentes por veículos leves, como carros de passeio, utilitários, picapes e furgões. A partir de 2013, os veículos movidos a diesel terão que sair de fábrica respeitando os novos limites. No ano seguinte, será a vez dos movidos a gasolina.
A resolução coloca em vigor a sexta fase do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que, desde 1986, prevê a redução gradual da emissão de poluentes por automóveis no país.
Pela nova regra, os veículos leves de passageiros e os comerciais com menos de 1.700 quilos, por exemplo, não poderão emitir mais do que 1,3 grama de monóxido de carbono por quilômetro rodado. Os comerciais com mais de 1.700 quilos não poderão emitir mais do que 2 gramas de monóxido de carbono por quilômetro rodado.
Segundo o gerente de qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, os limites são os mesmos que os fabricantes de automóveis têm que respeitar nos Estados Unidos, Europa e Ásia. “Agora eles terão que obedecer no Brasil aos mesmos limites que respeitam em seus países de origem”, afirmou.

Publicado por Agê em 20:05 > Comentaí:
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009



Em setembro, a revista Forbes divulgou uma lista com as 10 cidades consideradas as mais felizes de todo o mundo. Até aí, nada demais, mas acontece que a grande campeã foi nossa cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. "Desde que Fred Astaire e Ginger Rogers apareceram no filme VOANDO PARA O RIO, em 1933, o mundo ficou fascinado com o Rio de Janeiro. O ideário popular da cidade é repleto de imagens de jovens dançando pela noite, tendo ao fundo as montanhas e o mar", afirmava a revista em seu site, que também citava o mundialmente famoso Carnaval carioca.
A lista das cidades mais felizes do mundo foi elaborada em função dos dados de uma recente pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa de mercado GFK Custom Research North America e pelo consultor Simon Anholt, que reuniu as respostas de 10 mil pessoas em mais de 20 países. "O Brasil é associado a bom humor, a um bom estilo de vida e ao Carnaval", disse Anholt. "O Carnaval é muito importante - é a imagem clássica que as pessoas têm do Rio, e é uma imagem de felicidade", afirmou.
O segundo lugar da lista ficou com Sydney, na Austrália, país também da quinta colocada, Melbourne. O terceiro lugar ficou para a cidade espanhola de Barcelona, seguida pela capital holandesa, Amsterdã. Madri, San Francisco, Roma, Paris e Buenos Aires completavam a lista das cidades mais felizes do planeta para a Forbes.
Para Anholt, a pesquisa reflete em grande medida a antiga reputação das cidades do Mediterrâneo e da América Latina como lugares festivos. "É uma pesquisa de percepção, não da realidade", disse o consultor à revista americana. (Clube Online, 09/2009)

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Publicado por Agê em 20:27 > Comentaí:
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Terça-feira, Novembro 17, 2009



Quem trabalha com propaganda certamente ficou a par da polêmica em torno do anúncio e do comercial de TV que a DM9DDB criou para a WWF e que 'feriu profundamente a alma dos estadunidenses'. Mas como tem muita gente que acessa esse blog que não trabalha com propaganda, resolvi resumir em poucas linhas esse fato que, na minha opinião, demonstra o grau de frescura dos habitantes da 'américa' - e o resto do continente, vive fora da América? - na mesma proporção do seu egocentrismo. Concordo que o atentado ao World Trade Center foi um dos fatos mais marcantes, assustadores e inimagináveis da história da humanidade, mas os efeitos pós-tsunami que devastou em todos os sentidos uma das regiões mais populosas e sem estrutura do planeta não pode (nem deve) passar em branco. Ao meu ver, cada caso é um caso.
Mas para quem está por fora, a DM9DDB criou as peças para a WWF comparando o número de mortos nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, ao índice de vítimas fatais do tsunami de 2005. O anúncio atingiu em cheio os estadunidenses, que consideraram a comparação ofensiva e de mau gosto. O comercial apareceu mais tarde, causou o mesmo alvoroço e foi retirado do ar.
Vários veículos de comunicação de grande expressão teceram críticas à postura da agência e do cliente, como a NBC, a AdAge, o NY Times, o Huffington Post, entre outros. Tanto a DM9DDB quanto a WWF enviaram um comunicado à imprensa pedindo desculpas às pessoas que se sentiram atingidas pelas peças. Acontece que, depois que a poeira levantou, a WWF Brasil deu pra trás e disse que o conceito foi rejeitado pela entidade e que a campanha jamais deveria ter visto a luz do dia, assim como a DM9DDB também afirmou que as peças saíram da agência sem a devida autorização.
As lições que tirei deste caso é que não importa o tamanho da agência, ela será sempre a culpada - infelizmente o elo mais fraco da corrente é sempre a agência, nunca o cliente ou o fornecedor - e que em agência grande também existe desorganização, algo que o mercado costuma insinuar que só existe em agência pequena do interior. E, depois de tudo isso, fica uma dúvida: será que algum estagiário levou a culpa?

Publicado por Agê em 20:37 > Comentaí:
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Publicado por Agê em 20:32 > Comentaí:
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009



Em setembro, a JWT Brasil criou uma campanha para os Seguros Verdes do HSBC que foi veiculada no Brasil, no México, na Argentina e no Panamá, contando com comercial para TV, anúncios e peças para mídia online. O objetivo da ação era divulgar os produtos sustentáveis do banco, incluindo Seguro Verde Auto e Seguro Verde Lar, que permitem a compensação de carbono sobre as emissões dos veículos e da residência de seus segurados.
“A linha de Seguros Verdes é uma ação do HSBC em prol da sustentabilidade do planeta, cuja missão é proteger áreas de florestas naturais remanescentes, o que implica em todo ecossistema, incluindo os bichos da região", declarou Marcelo Velloso, diretor de marketing do HSBC.

Publicado por Agê em 20:19 > Comentaí:
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Publicado por Agê em 20:15 > Comentaí:
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Domingo, Novembro 15, 2009



Logotipo que criei em junho de 2000, quando integrava a equipe de criação da Raph Comunicações, para a Flora Juliano, uma empresa de Limeira /SP especializada no plantio e cultivo de árvores frutíferas e ornamentais, próprias para paisagismo.

Publicado por Agê em 08:16 > Comentaí:
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Publicado por Agê em 08:14 > Comentaí:
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Sábado, Novembro 14, 2009



Publicado por Agê em 16:31 > Comentaí:
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Clique na foto acima para ver informações, imagens e vídeos em comemoração aos 50 anos do MINI Cooper. “Rebel Without a Pause" é o nome do documentário realizado pela BMW, que reúne depoimentos de fãs apaixonados pelo invocado carrinho. A BMW também aproveitou a data para exibir um modelo especial que marca os 50 anos do carro: o MINI Coupé Concept (este aí de cima), apresentado oficialmente no último Salão de Frankfurt.

Publicado por Agê em 16:29 > Comentaí:
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Sexta-feira, Novembro 13, 2009



Em setembro, a DM9DDB criou uma rápida campanha para Bohemia Oaken, que voltou ao mercado nacional em reedição especial. Composta por filme e anúncios veiculados em revistas e jornais, a iniciativa de comunicação também incluiu ações promocionais em PDVs selecionados, desenvolvidas pela New Style, e encartes especiais.
A cerveja foi lançada em edição limitada, com venda apenas pela internet, em 2008. A bebida maturada com carvalho pode ser encontrada nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil.

Publicado por Agê em 13:07 > Comentaí:
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> Douglas Mendonça, MotorShow, 03/2009

Nacionalizado desde 1959, o Fusca motorizou as famílias brasileiras nas décadas de 60 e 70 e ressurgiu, anos mais tarde, como New Beetle, com mecânica moderna e atualizada.


O primeiro Fusca nacional, chamado na época de Volkswagen Sedan, saiu das linhas de montagem da fábrica (ainda um galpão alugado no bairro do Ipiranga, em São Paulo) no início de janeiro de 1959. O carro já vinha sendo montado ali desde 1951, quando era trazido da Alemanha totalmente desmontado. Aos poucos, suas peças foram sendo nacionalizadas até que o modelo obtivesse o status de genuinamente brasileiro ao atingir o índice de nacionalização previsto pela lei.
A partir desse momento, o Fusca passou a ser considerado nacional, um privilégio no cenário da jovem indústria automobilística brasileira. Nessa época, o VW tinha um motor de quatro cilindros refrigerado a ar de pouco menos que 1,2 litro que desenvolvia modestos 36 cv e um câmbio de quatro marchas em que a primeira não era sincronizada: só podia ser engatada com o carro parado. Levando a família, no trânsito urbano, a primeira era a marcha mais usada: qualquer pequeno aclive exigia a primeira marcha para ser vencido. E os motoristas, em sua maioria iniciantes, sofriam para dirigir o velho Fusquinha.
Em um período em que os carrões americanos dos anos 40 e 50 dominavam a paisagem de nossas ruas e estradas, o arredondado Fusca despontava como um ser estranho dentre os enormes monstros de linhas retas. Com seus parachoques exagerados e reluzentes e motores beberrões de seis ou oito cilindros, esses automóveis só serviam à parcela financeiramente abastada da sociedade. O Fusca surgiu como opção mais viável para a classe média, que começava a se fortalecer. O surgimento do Fusca nacional coincidiu com o processo de motorização em massa da sociedade brasileira, no início dos anos 60. Quem com mais de 40 anos de idade não tem boas histórias protagonizadas dentro de um Fusca? O carrinho passou a fazer parte da história da grande maioria das famílias brasileiras. Por isso esse carinho especial que, principalmente, os mais velhos ainda têm por ele. Algo estranho aos mais jovens.
Além de custar barato, gastar pouco combustível e adequar-se ao estado lastimável de nossas ruas e estradas da época (graças ao seu peso reduzido, tração traseira e assoalho plano, conseguia chegar onde carros maiores e mais potentes nem sequer sonhavam...) o Fusca mostrava outras qualidades inestimáveis: manutenção fácil e barata, além de uma mecânica robusta e durável. O carrinho veio ao encontro das necessidades de quem comprava seu primeiro carro e não dispunha de muitos recursos financeiros. As autoescolas, em sua totalidade, utilizavam o Fusca para treinar os novos motoristas, na maioria das vezes nem tão jovens assim. Os carros de patrulhamento da polícia eram Fusca, frotas de empresas passaram a ser compostas por Fusca e depois dos anos 70 até os táxis viraram Fusca. O sedanzinho da Volks liderou o mercado nacional por 24 anos como o carro mais vendido, de 1959 até 1982. O fenômeno Fusca foi mundial e o carrinho foi a alavanca que colocou a marca como uma das maiores do mundo.
Fabricado no México até os anos 90 com sua configuração original (motor traseiro refrigerado a ar, assoalho plano com túnel central onde se ancora toda a mecânica, tanque dianteiro, suspensões feitas por meio de barras de torção e formato arredondado da carroceria), o Fusca voltou à cena em 1998 totalmente reformulado, com o pomposo nome de New Beetle. Os estúdios da Volkswagen na Califórnia, nos Estados Unidos, apresentaram em meados dos anos 90 um concept car que utilizava as linhas básicas do velho Fusquinha, mas com a moderna mecânica do Golf. O sucesso da novidade foi tão grande que em pouco tempo o carro virou modelo de produção. O New Beetle tem o mérito de seu predecessor original: em produção há dez anos, o novo Fusca passou por leves e sutis alterações ao longo desse período, uma clara indicação do sucesso de suas modernas e arrojadas linhas que causam empatia imediata.
Cinquenta anos depois do lançamento do primeiro Fusca brasileiro, o modelo continua sendo comercializado em nosso mercado. O novo agora é produzido no México, tem motor dianteiro transversal 2.0 de 116 cv, o portamalas é traseiro e pode ser adquirido com transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis marchas com tração dianteira, exatamente como um Golf. Como item opcional pode ter bancos forrados de couro e teto solar, tornando-o ainda mais sofisticado. O Fusca moderno deixou de ser carro popular ou de quem está começando a dirigir e passou a ser o que os especialistas da indústria chamam de “carro de nicho”, ou seja, um produto vendido em pequena escala para quem quer um modelo fora do comum.
O Fusca é hoje um carro para poucos, exatamente o contrário de seu conceito original: o próprio nome Volkswagen, traduzindo do alemão, significa “carro do povo”, um modelo que, em tese, todos poderiam comprar. E o New Beetle não tem nada de popular. Muito pelo contrário. Mas nós não resistimos e pusemosambos lado a lado nesta reportagem para que ficasse claro, em cada detalhe, como o Fusca evoluiu nos últimos 50 anos. Do Fusquinha de 1959 não ficou nada, nem o nome. No New Beetle, apenas as linhas básicas arredondas são do velho Fusquinha. É como a semelhança entre pai e filho: pessoas totalmente diferentes, mas que guardam em suas formas e expressões a identidade um do outro. Não há quem olhe para o New Beetle e não reconheça o velho Fusquinha. Como um velho pai que olha e se reconhece naquele jovem filho.

Publicado por Agê em 13:01 > Comentaí:
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Quinta-feira, Novembro 12, 2009



Publicado por Agê em 21:10 > Comentaí:
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Em setembro, a Fischer+Fala! criou mais um anúncio para a campanha institucional da ANJ (Associação Nacional dos Jornais). As peças divulgam as principais datas comemorativas, incentivando a veiculação de ações de oportunidade, a cada mês. Em setembro, o duelo ficou entre o Dia da Independência (7 de setembro) e o Dia do Anunciante (29 de setembro). Os personagens apareceram em uma ilustração como se tivessem sido bordados em um tecido. O título provocava: “Quem vai ganhar mais anúncios de oportunidade em setembro?”. A peça foi veiculada em jornais nacionais associados à ANJ, em todo o Brasil.

Publicado por Agê em 21:08 > Comentaí:
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009



A DPZ criou uma belíssima campanha para divulgar a exposição “Roberto Burle Marx 100 anos: a permanência do instável”, que pôde ser conferida na Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo, até o dia 13 de setembro. Com o conceito “Das praças e parques para dentro do MAM”, a campanha contou com filme, spots e anúncios para jornal e revistas.
Burle Marx é autor de mais de três mil projetos de paisagismo em 20 países e está sendo homenageado em sua cidade natal, São Paulo, que recebeu do Rio de Janeiro a mostra comemorativa de seu centenário.

Publicado por Agê em 12:59 > Comentaí:
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> Denize Bacoccina, MotorShow, 02/2009

Depois de 40 anos, o Challenger ainda é um esportivo de respeito.

Derrotar o Mustang. Essa era a missão do Challenger quando foi lançado, em 1970. Na época, os 'muscle cars' eram uma febre nos Estados Unidos e a Dodge já brigava no segmento com o Charger, mas a ideia era ampliar a oferta da marca. Só que por ser mais leve e possuir os mesmos motores do Charger, o Challenger obtinha melhor performance e, logo, começou a ofuscar o brilho do irmão mais velho. Mas as leis de emissão de poluentes da época restringiram o uso dos grandes motores e o carro morreu com quatro anos de mercado. Virou uma lenda.
Quase 40 anos depois, estamos em Detroit, a bordo do novo Challenger R/T. A oportunidade de pilotar um mito é emocionante, mais ainda quando ele renasce sobre a moderna plataforma do Chrysler 300 C. Sob o capô, um motor Hemi (com o mesmo conceito de câmara hemiférica dos anos 70) com 5,7 litros, 376 cv e 57 kgfm de torque (o modelo original tinha 7 litros e 425 cv). Isso com o câmbio manual de seis marchas. Já o modelo com transmissão automática de cinco marchas oferece 'apenas' 372 cv e 56,7 kgfm, mas garante o conforto dos carros norteamericanos. Para mim, nada melhor do que poder acelerar à vontade sem me preocupar com a mudança de marcha, mas sei que essa não é a opinião de todo mundo.
É chegada a hora de acelerar. O carro é enorme, mas as linhas nostálgicas garantem uma boa primeira impressão. A bordo, os bancos parecem poltronas de tão largos. Os passageiros de trás carecem de espaço para as pernas, embora os bancos sejam muito confortáveis. O painel tem uma mistura interessante entre o novo e o antigo. Os medidores são redondos, como na versão original, mas as saídas de ar têm um toque atual, e o GPS me faz lembrar que, apesar do design, estamos em um carro de 2009 muito moderno. Isso fica claro na hora da partida, que é feita por botão desde que a chave esteja dentro do carro.
Acelero. O motor responde com o ruído altíssimo e a força bruta dos V8 norteamericanos. Com o pé direito no fundo, fica impossível não colar no banco. Não demora mais do que seis segundos para que eu esteja a 100 km/h! A sensação é boa. A suspensão é de um legítimo esportivo e garante bom comportamento nas curvas. A tração é traseira, como no original, e as reações não assustam. A direção é precisa e responde prontamente, já a visibilidade é prejudicada pelas janelas pequenas. É preciso cuidado com pontos cegos.
O Challenger ainda é um esportivo de respeito e, agora, muito seguro. Além de ter recebido cinco estrelas na prova de crash test, possui 25 equipamentos de segurança, entre os quais airbags laterais, ABS e ESP. Saber disso, inclusive, me garantiu alívio para acelerar este superesportivo nas ruas cobertas de neve de Detroit. E pensar que essa joia custa a partir de US$ 22 mil nos EUA. No Brasil, que esportivo custa R$ 73 mil?

Publicado por Agê em 12:55 > Comentaí:
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Terça-feira, Novembro 10, 2009



Publicado por Agê em 20:37 > Comentaí:
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A revista francesa Photo trouxe em sua edição de junho uma extensa matéria sobre as campanhas de Ipanema/Grendene, protagonizadas por Gisele Bündchen desde 2004 e criadas com extrema competência pela W/.
Outras revistas internacionais também reproduziram imagens em suas capas da talvez mais famosa entre as campanhas criadas para Gisele/Ipanema, a da água. Mas, voltando à Photo, a matéria ficou realmente caprichadíssima. Ponto para a publicidade brasileira!

Publicado por Agê em 20:35 > Comentaí:
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Segunda-feira, Novembro 09, 2009



A última tirinha sobre os Doors de Daniel Gisé, um dos mentores do coletivo SOCIEDADE RADIOATIVA.

Publicado por Agê em 20:28 > Comentaí:
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PLÁSTICO ECOLÓGICO (Ana Flávia Furlan, MotorShow, 07/2009)

Tecnologia à base de sisal, desenvolvida pela Ford do Brasil, pode deixar os carros mais leves e econômicos.

Depois de quatro anos de pesquisa conjunta com a Universidade Federal de São Carlos, a Ford do Brasil requereu a patente mundial de uma tecnologia que utiliza sisal para a confecção de peças de polipropileno usadas em automóveis. Trata-se de uma fibra têxtil extraída das folhas do agave, uma planta originária do México, cultivada no Brasil desde o início do século 20. Hoje, somos o maior produtor mundial de sisal.
Segundo a Ford, a Europa e os Estados Unidos já demonstraram interesse na tecnologia. "É um projeto 100% brasileiro e inédito, que abre possibilidades de licenciamento e exportação de peças.", explica Ricardo Muneratto, gerente de engenharia avançada da Ford.
Para chegar a essa matéria-prima os pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Produtos da marca fizeram testes com diversas fibras, entre elas as de coco, banana e juta, mas nenhuma mostrou a mesma resistência e maleabilidade. A receita para fazer o plástico ecológico é uma mistura de até 50% de polipropileno reciclado (que pode vir de garrafas PET), 20% de polipropileno virgem (derivado do petróleo) e 30% de sisal, em substituição às cargas minerais utilizadas hoje, em especial o talco, que tem baixa reciclabilidade.
"Essa proporção é alterada de acordo com a aplicação.", explica Muneratto. A Ford requereu patente mundial (ainda em homologação) de todas as combinações possíveis para uso em peças injetadas.
No Salão do Automóvel de 2008, a Ford apresentou dois conceitos de Ka, chamados Beauty e The Beast, que utilizavam o novo material no console central, na tampa do portamalas, no acabamento interno do teto, na capa do volante e nos puxadores de porta. A marca pretende, até 2010, iniciar a aplicação comercial das peças em alguns de seus modelos. Estima-se que, se 30% dos componentes plásticos dos carros forem substituídos, haverá uma redução de peso na ordem de 10%, o que significa, inclusive, economia de combustível. Além disso, pelas características do material, há uma menor utilização de energia na produção das peças, o que diminui ainda mais o impacto ambiental do produto.
No momento, o maior entrave para o uso do plástico ecológico está na cadeia produtiva do sisal. É que a Ford não compra matéria-prima de nenhum fornecedor que se utilize de trabalho infantil ou que ofereça risco à saúde do trabalhador e, como a colheita e o beneficiamento da planta são frutos da agricultura familiar, os sisaleiros precisaram se organizar e tornar sua produção mais segura e também mais sustentável.
"A Ford só permitirá o uso comercial do sisal para esse fim quando existir uma estrutura segura de trabalho.", adverte Muneratto. A Associação do Desenvolvimento Sustentável e Solidário da região Sisaleira (APAEB) já se manifestou favorável às mudanças. "Essa já era nossa preocupação mesmo antes da Ford. Há 28 anos, pensamos nisso. Aqui na associação, já conseguimos praticamente erradicar o trabalho infantil e estamos testando, em parceria com o Governo, uma máquina totalmente sem riscos que será dada ao agricultor em substituição àquela que ele usa hoje.", afirma Nelilton Ezequias de Oliveira, presidente da entidade. "Além disso, propusemos à Ford que os próprios sisaleiros façam uma pré-industrialização do sisal, misturando a fibra com o polipropileno e fazendo a entrega em placas.", conta Oliveira. "Isso, além de facilitar o transporte, geraria mais renda para o sisaleiro.", completa.
Segundo pesquisas, se 20% do acabamento dos carros utilizasse a fibra natural, 45% de toda a produção nacional seria absorvida pela indústria automobilística, obrigando os sisaleiros a aumentarem a oferta, criando um ciclo virtuoso de aumento de renda e sustentabilidade. "Temos na Bahia 140 mil hectares de plantação. Com a demanda da Ford, que seria de cerca de 60 kg por carro, precisaríamos de pelo menos 300 mil hectares. A Ford já tem propostas com o Governo do Estado para incentivar esse aumento.", conta Oliveira. Uma iniciativa interessante para a montadora, para o consumidor e para o semiárido nordestino.

Publicado por Agê em 20:24 > Comentaí:
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Domingo, Novembro 08, 2009



Revitalização de marca e programação visual de papelaria que criei para a Celly Calçados, uma tradicional loja de calçados de Limeira /SP, em agosto de 2000, quando integrava a equipe de criação da extinta Raph Comunicações.

Publicado por Agê em 09:52 > Comentaí:
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Eu não acho o primeiro filme do Hulk ruim – aquele dirigido pelo Ang Lee – mas admito que ele ficou muito aquém do que os fãs do ‘gigante esmeralda’ esperavam. O filme ficou cerebral demais e as cenas de ação ficaram muito... burocráticas, vamos assim dizer. Na época, achei até que a Marvel fosse pôr o personagem na geladeira por um bom tempo, assim como a Warner Bros. – grupo que abrange a DC Comics – fez com Batman pós-Joel Schumacher e Superman pós-Bryan Singer (pra não citar a quadrilogia dos anos 1980!).
Por isso, fiquei até surpreso quando vazou a informação de que o segundo filme do Hulk seria produzido, inspirando-se mais no clássico seriado produzido entre 1978 e 1982 do que nas histórias em quadrinhos. A confirmação do diretor francês Louis Leterrier, à princípio, me deu medo. Imaginei que ele fosse fazer com o filme do Hulk o mesmo que fez na cinessérie CARGA EXPLOSIVA: ação, ação, ação e um tiquinho só de estória. Mas quando confirmou-se o excelente Edward Norton no papel de Bruce Banner, passei a encarar o filme de outra maneira, afinal, me parecia pouco provável que um ator de prestígio como Edward Norton fosse se queimar com um filme de super-herói. Ele bateu o pé, fez charminho, ameaçou com a quebra do contrato, mas conseguiu fazer com que suas idéias fossem aceitas, para o bem de todos os fãs do Hulk (como ele).
Assim saiu O INCRÍVEL HULK (The Incredible Hulk), mais um caso de continuação melhor que o primeiro filme. O roteiro deixou de ser cerebral e sentimental como em HULK e passou a ser divertido, dinâmico, empolgante e cheio de referências ao universo Marvel e pontas a serem interligadas nos outros filmes da ‘casa das ideias’, como os vindouros filmes do Homem de Ferro (segundo), Capitão América, Vingadores e até mesmo o terceiro do Hulk, por exemplo.
Resumindo: ao assistir O INCRÍVEL HULK, parece que se está assistindo uma história em quadrinhos filmada. Hulk esmaga, destrói, bate as mãos para provocar uma ventania e esmurra o chão para provocar um miniterremoto. E ainda tem o privilégio de enfrentar um vilão de verdade: o Abominável – ignore o fato de ele não ter tanta ligação com as histórias em quadrinhos que o filme será ainda mais divertido.
Ainda gosto do primeiro filme do Hulk, mas é O INCRÍVEL HULK que ocupa lugar de destaque na minha coleção de DVDs!

Publicado por Agê em 09:45 > Comentaí:
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Sábado, Novembro 07, 2009



A agência LongPlay criou uma boa campanha (filme, spot, mídia impressa e ações para internet) para o Projeto Quixote, um caso bem-sucedido de responsabilidade social no Brasil. Baseada no conceito "Para entender como as nossas crianças se sentem, tente se colocar no lugar delas." a agência criou um filme que mostrava um executivo nas ruas de São Paulo passando pelas mesmas situações que uma criança de rua enfrenta diariamente. "A situação do executivo era tão chocante que durante a filmagem alguns transeuntes perguntaram se o ator precisava de ajuda.", comentou Fernando Luna, diretor de criação e presidente da LongPlay. "O triste da história é que com as crianças a sociedade já se acostumou.", complementa.
Até hoje, o Projeto Quixote já tirou mais de 5 mil crianças das ruas e jovens de situação de risco social. E, como todo projeto social, o Quixote precisa de ajuda financeira

Publicado por Agê em 14:25 > Comentaí:
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O CRIADOR DO MIURA (Mino Pedrosa, MotorShow, 06/2009)

Em pouco menos de um século de história, o estúdio Bertone já trabalhou para quase todas as grandes marcas do mundo.

A quarta e última parada de nossa viagem pelos grandes centros de design da Itália foi na Stile Bertone. E, curiosamente, foi deles a melhor recepção. Talvez isso tenha a ver com o fato de esse ser um dos mais antigos estúdios da Itália e que, por isso, tenha nutrido a cordialidade típica da maturidade.
Sua história começa em 1912, quando Giovanni Bertone, na época com 28 anos, abre em Turim uma oficina para consertos e construção de carroças com tração animal. No início do século, eram elas que povoavam as ruas e os automóveis ainda eram bastante raros na cidade. Não demorou muito para a oficina virar referência pela robustez e qualidade construtiva dos modelos que produzia.
Dois anos depois, nasce Giuseppe Bertone, segundo filho de Giovanni, que mais tarde seria conhecido mundialmente pelo apelido de Nuccio Bertone, um dos maiores mestres do design no mundo. Na mesma época, a Primeira Guerra Mundial representou uma forte crise para a ainda frágil indústria italiana e Bertone é obrigado a suspender suas atividades. Mas, com o fim dos conflitos mundiais, a empresa volta a abrir suas portas, concentrando-se agora nos automóveis. Em 1920, Bertone inaugura uma nova sede onde trabalham 20 operários e, um ano depois, consegue seu primeiro trabalho importante: a encomenda de um Fiat esportivo. Nasce o 501 Sport Siluro Corsa, um tipo de veículo de alto desempenho que iria marcar a história da Fiat nos anos seguintes.
Os anos 20 são promissores. A Bertone fecha contratos com quase todos os construtores de automóveis da época e começa a construir carrocerias sobre chassis Fast, Chiribiri, Áurea, Acat e Diatto, mas as parcerias mais importantes são formadas com duas empresas de Turim: Fiat e Lancia. São elas que vão determinar o sucesso da empresa de Bertone. Vincenzo Lancia reconhece seu talento e se encanta pelo jovem, o encarregando da construção de carrocerias completas, sobretudo dos modelos de série limitada. É a primeira oportunidade que Giovanni tem de produzir veículos em escala.
Apesar da crise de 1929, Giovanni consegue manter sua empresa em funcionamento e, em 1932, cria o sofisticado e elegante Lancia Artena. Um ano depois, seu filho Nuccio, com 19 anos, entra oficialmente para a empresa. Em 1934, Bertone desenha o Fiat 527 Ardita 2500, que representa uma mudança no design automobilístico da época, a majestosa Lancia Aprilia Cabriolet e o Fiat 1500 Torpedo, que apresentava soluções técnicas inovadoras como a capota que desaparece totalmente dentro do corpo do veículo. O nome Bertone passa a ser consagrado por críticos e apaixonados por carros.
Com a Segunda Guerra Mundial, como praticamente todos os construtores da época, Bertone passa a concentrar sua produção em veículos de uso militar e cria uma ambulância com a mecânica do Lancia Artena. Depois da guerra, a Europa vive anos de reconstrução e Nuccio Bertone (que passa a comandar a empresa no lugar de seu pai) dá vida à Lancia Aprilia Cabriolet e ao Fiat 1100 Stanguellini de competição, que antecipou algumas tendências estilísticas de décadas seguintes.
Nos anos 50, a parceria com a Alfa Romeo rende duas criações importantes: a Giulietta Sprint - apresentada no Salão de Turim de 1954 como série limitada - que teve 40 mil unidades produzidas, e o conceito BAT (Berlinetta Aerodinâmica Técnica), de 1953, que revolucionou o design e as pesquisas no campo da aerodinâmica e foi seguido pelos BAT 7 (1954), BAT 9 (1955) e BAT 11, de 2008. Suas pesquisas no campo da aerodinâmica culminam em 1965 com o Abarth 750 Record, sobre a base do Fiat 600 e testada na pista de alta velocidade de Monza, onde bateu recordes percorrendo 4.000 km à média de 156,360 km/h. Na época, Bertone propõe esportivos que ganharam fama, como a Giulietta Sprint Speciale, o Aston Martin DB2/4 e a Maserati 3500 GT.
Os anos 60 consagraram os GTs italianos e Nuccio Bertone fez cinco conceitos do tema: o Alfa Romeo 2600 Sprint, em versões cupê e cabriolet, duas Ferrari 250 GT, o Aston Martin DB4 GT "Jet" e a Maserati 5000 GT. Na mesma época, a Bertone criou o Simca 1000 Coupé e a BMW 3200 CS, os Alfa Romeo Canguro e Giulia GT, herdeira da Giulietta Sprint, e o Fiat 850 Spider. O sucesso comercial deste último modelo possibilitou a Nuccio aumentar a produção da empresa para 120 unidades/dia. A década foi fechada com o contrato firmado com Ferruccio Lamborghini, uma parceria que entrou para a história da indústria e que gerou frutos como o Miura, apresentado em 1966, o Marzal (1967) e o Espada (1968).
Nos anos 70, a Bertone tem 1500 funcionários e uma sede com 267 mil m2. Lança o Stratos Zero, um modelo apresentado no Salão de Turim que virou referência de design automobilístico. Em 1972, o fundador da empresa, Giovanni Bertone, então com 88 anos, morre e, como uma espécie de homenagem ao seu pai, Nuccio cria o Maserati Kamshin e o X1/9. Na mesma época, nascem o Lamborghini Countach e o Dino Ferrari 308 GT4 (73), Audi 50 e Innocenti Mini 90 (74), Fiat 131 Abarth Rally (75) e o Alfa Navajo (76).
No início dos anos 80, o Ritmo Cabrio e o X1/9 passam a ser também comercializados pela Bertone, com sua marca. Em 1982, a empresa cria o Citroën BX e três anos mais tarde inicia a produção do Volvo 780, do qual Nuccio assina o projeto completo do ciclo produtivo. Em 1987, Bertone cria o Opel Astra Coupé e Cabriolet. No final da década, a empresa lança o Citroën XM. Em 1993, entram em produção os novos Astra Cabrio e Punto Cabrio. Um ano depois, o ZER de Nuccio bate o recorde de velocidade para carro elétrico. Em 1997, Nuccio morre e sua esposa, Lili Bertone, assume a empresa que, em 2008, chega à beira da falência.
O governo toma o controle do grupo para garantir o pagamento dos salários, até que a Carroceria Bertone é vendida para um grupo italiano. Lili fica à frente apenas da parte de design do grupo, a Stile Bertone, que não entrou na negociação. Entre as últimas criações da Bertone estão os novos Astra Coupé e Cabriolet, a moto BMW C1 e, em 2008, o BAT 11. Um momento de pouco brilho para uma empresa com tanta história.

FIAT: SEMPRE PARCEIRA

ANOS 20 - O Fiat 501 foi um modelo fundamental para a Fiat no pós-guerra. Trazia motor de quatro cilindros, 1,5 litro com 23 cv de potência a 2.600 rpm e chegava à máxima de 70 km/h. O modelo foi produzido entre 1919 e 1926.
ANOS 30 - Em 1934, Bertone cria o Fiat 527S Ardita 2500, que representou uma mudança no design dos automóveis da época. O modelo teve diversas versões de carroceria.
ANOS 40 - Além da versão cabriolet, o Fiat 1100 também teve diversas versões. Entre as que mais se destacaram, uma versão Stanguellini, de competição.
ANOS 50 - Foi nessa década, com o nascimento do Fiat 1400, que teve início uma nova era tanto para as carrocerias quanto para as técnicas construtivas italianas.
ANOS 60 - Um dos sucessos de Bertone, o Fiat 850 Spider foi criado em 1965 e trazia motor de 49 cv. Foram produzidas mais de 140 mil unidades do modelo.
ANOS 70 - O Fiat X 1/9 era o substituto do 850 Spider. Recebeu o motor central por insistência de Nuccio Bertone. Era uma unidade com 74 cv de potência.
ANOS 80 - O Fiat Ritmo foi apresentado em 1979 no Salão de Frankfurt e entrou em produção em 1981.
ANOS 90 - Bertone cria o Fiat Punto Cabrio. Foram 54.960 unidades.

Publicado por Agê em 14:15 > Comentaí:
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